quinta-feira, 26 de julho de 2018

Crédito imobiliário avança e sobram recursos, mas juro não cai na mesma velocidade

Crédito imobiliário avança e sobram recursos, mas juro não cai na mesma velocidade

Publicado em 26/07/2018 , por Anaïs Fernandes
Financiamento imobiliário com recursos da poupança atingiu R$ 25,2 bi no primeiro semestre
financiamento imobiliário com recursos da poupança atingiu R$ 25,29 bilhões no primeiro semestre do ano, alta de 23% ante igual período de 2017, informou a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) nesta quarta-feira (25). 
É a primeira vez em quatro anos que os empréstimos pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) registram crescimento de janeiro a junho em relação ao primeiro semestre do ano anterior. Foram 98,84 mil imóveis financiados no período em 2018, avanço de 19,8% ante 2017.
Segundo a Abecip, o segmento cresce embalado pelo desempenho positivo da poupança. 
"Tradicionalmente, o primeiro semestre é de saldo negativo. Neste ano, tivemos captação líquida de R$ 2,5 bilhões, o que sinaliza uma reversão de tendência, com mais dinheiro entrando, e gera uma expectativa positiva", diz Gilberto Duarte de Abreu Filho, presidente da Abecip.
Só para a aquisição de imóvel pela pessoa física foram R$ 20,2 bilhões financiados, sendo R$ 11,3 bilhões para unidades novas. “Quem puxa a cadeia é o consumidor. Essa fatia de imóveis novos sinaliza consumo de estoque, o que pode originar demanda futura por mais construção”, afirma Abreu Filho.
A aquisição para construção, no entanto, cresceu menos, 14,5%, somando apenas R$ 5,1 bilhões. “Os empresários ainda estão comedidos, começando a acelerar o negócio em ritmo diferente do consumidor."
Para 2018, no entanto, a entidade elevou suas projeções de crescimento do crédito com recursos da poupança de 10% para 16%, chegando a R$ 50 bilhões. Se a expectativa se confirmar, será a primeira recuperação também em quatro anos, desde o pico de R$ 113 bilhões atingido em 2014, mas em patamares ainda similares a 2010.
O argumento para rever a previsão é que agentes financeiros demonstraram maior otimismo. “Hoje, vemos os bancos com apetite para emprestar. O que está difícil é encontrar projetos de incorporadoras para esse dinheiro e consumidor com vontade consistente de comprar”, diz Abreu Filho.
As instituições financeiras estão dispostas a financiar porque há mais recursos disponíveis para o crédito imobiliário. Além do avanço no saldo da poupança, os bancos vêm se beneficiando, por exemplo, da recente liberação de compulsórios, explica Abreu Filho. No fim de 2017, o Banco Central anunciou redução na parcela que as instituições são obrigadas a deixar parada na autoridade monetária, o que liberaria um total de R$ 6,5 bilhões para elas ampliarem empréstimos.
O excesso de recursos para financiamento da casa própria disponível no mercado pode superar R$ 100 bilhões nos próximos dois anos, aponta o presidente da Abecip.
“Vai ter muito recurso disponível para emprestar, mas não vemos o mesmo ritmo de consumo na ponta, seja do consumidor, que vai demorar para obter ganho real e algum alívio no desemprego, ou da construtora”, diz Abreu Filho.
O cenário de oferta elevada com demanda ainda em baixa poderia significar que as taxas de juros cobradas pelos bancos cairiam. De fato, Abreu Filho afirma que os juros estão hoje em patamares próximos aos do ápice do mercado imobiliário, em 2014. Os preços não caem mais, no entanto, porque a piora nas perspectivas econômicas para o Brasil elevaram  as taxas de juros futuros.
Como os empréstimos imobiliários ficam, em média, dez anos nas carteiras dos bancos, são para essas taxas de longo prazo que as instituições costumam olhar na hora de compor os juros do financiamento. 
“Não vejo os preços caindo até agora, porque as curvas de juros futuros não cedem. Se isso acontecesse, poderíamos para o próximo ano ver algo inédito, como taxas abaixo de 8,5%”, diz Abreu Filho.
As taxas de juros futuros vinham caindo até março, mas começaram a subir em abril, em meio a incertezas sobre os rumos políticos e econômicos do país, e foram ainda mais pressionadas em maio, com a paralisação dos caminhoneiros.
“Esse movimento depende muito do cenário eleitoral e da perspectiva da economia. Parece que os bancos viram a curva subir, mas estão apostando em uma queda. Se o patamar se mantiver alto, no entanto, em algum momento veremos uma reversão, com aumento de taxas e queda na concessão.” 
O preço dos imóveis no país, também monitorado pela Abecip, acumula queda real (considerando a inflação do período) de 25% desde 2014. Apesar da queda refletir o desaquecimento do setor durante a crise e prejudicar o investidor, Abreu Filho aponta que há vantagens. "O lado bom é que aquele consumidor que há quatro anos via a compra do imóvel como cada vez mais cara agora observa que essas unidades estão mais acessíveis", afirma.
FGTS
Na contramão do SBPE, o crédito imobiliário com recursos do FGTS, fonte para financiamento dentro do programa Minha Casa Minha Vida, recuou 6,8%, na primeira queda semestral desde 2014. Foram R$ 31,5 bilhões em empréstimos. 
“O FGTS é diferente do SBPE, em que há competição entre os bancos. O FGTS segue a lógica de cumprir o orçamento definido pelo Conselho Curador”, afirma Abreu Filho. Esse orçamento previsto para o ano é de R$ 69 bilhões, o que significaria uma alta de 19% em 2018, aponta a Abecip.
Somando SBPE e FGTS, o crédito imobiliário avançou 4,5% no primeiro semestre, totalizando R$ 56,8 bilhões.
Segundo a Abecip, a inadimplência do segmento fechou o primeiro semestre em 1,8%, acima do 1,7% de 2017. "Não é algo que assuste, mas está no radar dos bancos. O patamar pré-crise era de 1,4%", diz Abreu Filho.
Fonte: Folha Online - 25/07/2018

terça-feira, 17 de julho de 2018

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Preço do aluguel tem queda real de 0,68% no 1º semestre

Preço do aluguel tem queda real de 0,68% no 1º semestre

Exame online, Economia, 17/jul

O preço do aluguel de imóveis se manteve praticamente estável na primeira metade do ano. O Índice FipeZap de Locação, que acompanha o preço médio de imóveis anunciados para alugar em 15 cidades brasileiras, sofreu uma queda real de 0,68% no primeiro semestre.

A queda real é registrada quando o valor de um determinado bem sobe menos que a inflação, medida pelo IPCA. Nos primeiros seis meses de 2018, o preço médio do aluguel subiu 1,93%. enquanto a inflação foi de 2,60%.

Vale destacar que a variação real não é obtida com uma simples subtração. Para realizar o cálculo, é preciso dividir a oscilação dos preços pela variação da inflação.

Entre as cidades monitoradas, apenas três registraram recuo no preço médio do aluguel na primeira metade do ano: Niterói (-1,41%), Rio de Janeiro (-0,48%) e São Bernardo do Campo (-0,23%).

Locatário pode barganhar reajuste

Em junho, o preço do aluguel subiu 0,03%, enquanto a inflação foi de 1,26% no mesmo período. A tendência é que o preço do aluguel siga subindo abaixo da inflação até o fim do ano, segundo o economista da Fipe Bruno Oliva, pesquisador do Índice FipeZap.

Nos últimos 12 meses, o preço do aluguel subiu 0,75%, enquanto a inflação medida pelo IPCA foi de 4,39%. Já a inflação medida pelo IGP-M, índice tradicionalmente usado para reajustar os aluguéis, foi ainda maior: de 6,94% no período.

"O IGP-M é descolado da realidade do mercado imobiliário, por isso, o locatário tem poder de barganha para negociar que o aluguel não seja reajustado pelo IGP-M. O proprietário que perder o locatário não vai conseguir outro que aceite pagar quase 7% mais caro", explica Oliva.

Preço médio em cada cidade

O valor médio do aluguel de imóveis nas cidades monitoradas pelo Índice FipeZap em junho foi de 28,51 reais por metro quadrado. São Paulo se manteve como a cidade com o maior valor médio por metro quadrado do país, de 36,74 reais. Já a cidade com o valor do aluguel mais barato por metro quadrado, de 16,10 reais, foi Goiânia.

Retorno do investimento em imóveis

Em junho, o retorno médio para investidores que optaram por alugar seu imóvel foi de 4,40% ao ano. A taxa avalia o retorno médio que um proprietário teria em 12 meses com a locação do imóvel, sem considerar possível ganhos com valorização ou desvalorização decorrente do aumento ou da queda no preço dos imóveis no período.

A rentabilidade do aluguel é calculada por meio da divisão entre o preço médio de locação mensal e o preço médio de venda mensal. A taxa ao ano é obtida multiplicando-se o resultado por 12.

O retorno do aluguel de imóveis ficou abaixo da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,50% ao ano. A taxa está no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986.

Ou seja, há outras opções de investimentos de renda fixa mais atraentes do que o aluguel de imóveis. Os fundos imobiliários também são alternativas para quem gosta de investir em imóveis, mas busca retornos maiores. 

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Imóvel em Portugal com juros de 2,5% ao ano e até 70% de financiamento

Imóvel em Portugal com juros de 2,5% ao ano e até 70% de financiamento

Imóvel em Portugal com juros de 2,5% ao ano e até 70% de financiamento

Workshop gratuito no Leblon orienta também como gerar renda em euros com o aluguel
Como todos já sabem, Portugal entrou no mapa do investimento imobiliário internacional e recebeu um volume total de U$ 2,1 bilhões em transações neste mercado em 2017, um crescimento de 61% em relação a 2016, de acordo com o relatório Global Investment Atlas 2018, da consultoria Cushman & Wakefield.E quem planeja morar ou investir em Portugal, a dica é aproveitar os encontros que são promovidos por empresas especializadas neste segmento como a Global Trust, que vai realizar no dia 15 (sexta), às 9h mais um workshop gratuito sobre o tema no Leblon Corporate, no Leblon. O evento traz um panorama atual e detalhado das principais oportunidades de investimento imobiliário em Lisboa, mercado que deve crescer de 10% a 15% ao ano até 2023.
“Com mais de 15 anos de atuação na área de investimentos, a Global Trust oferece uma visão completa para os diferentes objetivos de investimento. O workshop mostra como aproveitar a alta valorização dos imóveis prevista para os próximos cinco anos e ainda gerar renda em euro através de aluguel, além de detalhes sobre financiamentos, que chegam a 70% do valor do imóvel e as taxas de juros giram em torno de 2,5% ao ano”, explica Cristianne Freudenfeld, sócia da Global Trust. Inscrições gratuitas pelo email contato@globaltrust.com.br ou pelo telefone 21 2226-4071 ou ainda no neste link. Outras informações podem ser obtidas no site da Global Trust. Já o próximo encontro deve acontecer em agosto.

Presidente da CBIC pede a Eunício agilidade na votação de PL dos distratos

Presidente da CBIC pede a Eunício agilidade na votação de PL dos distratos

Texto aprovado pela Câmara diz que, em caso de cancelamento de venda do imóvel, consumidor perderá 50% dos valores pagos, após dedução da taxa de corretagem

São Paulo – O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção(CBIC), José Carlos Martins, e uma delegação de empresários do mercado imobiliário estiveram nesta terça-feira, 12, com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), para pedir agilidade na votação do projeto de lei que regulamenta os distratos (PL 1.220/15). O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados na semana passada e será encaminhado agora para apreciação do Senado.

“Pedimos que, tão logo o projeto chegue, seja definido seu relator e colocado para votação”, disse Martins ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. “O objetivo é ter a votação ainda dentro desta Legislatura. Não queremos que fique para o próximo governo”, acrescentou.
O presidente da CBIC disse que ainda não há uma data prevista para votação do projeto no Senado, mas comentou que Eunício manifestou preocupação sobre o problema dos distratos. “Estamos otimistas que teremos uma definição em breve”, afirmou Martins.
O representante da construção civil disse que não solicitou nenhuma alteração no texto e salientou que a prioridade é ter uma conclusão desse processo o mais rapidamente possível.
O texto aprovado pela Câmara estabelece que, em caso de cancelamento de venda do imóvel, o consumidor perderá 50% dos valores pagos, após dedução da taxa de corretagem. Esse porcentual valerá para empreendimentos submetidos ao regime de patrimônio de afetação, ou seja, quando o empreendimento é colocado em uma sociedade de propósito específico e separado da construtora.
Nesse regime, as prestações vão diretamente para custear obra, sendo vetado o uso desse dinheiro para bancar outras despesas da construtora. Essa é o modelo mais praticado no mercado, pois “blinda” o projeto contra desvios de recursos, e garante à incorporadora menor carga tributária como incentivo.
Já para os empreendimentos fora do regime de afetação do patrimônio, o valor retido dos consumidores será de 25%, já que a incorporadora tem mais flexibilidade de manejo em suas receitas e despesas.
Caso o projeto de lei seja aprovado e sancionado desta forma, representará um ganho substancial para os empresas de incorporação imobiliária. Sem uma lei regrando o tema, a maioria das discussões sobre distratos atualmente acabam na Justiça, que, em geral, determina às empresas a retenção de 10% a 25% dos valores recebidos.

Revista Exame

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Cliente que comprou veículo com defeito deve receber R$ 21,8 mil de indenização

Cliente que comprou veículo com defeito deve receber R$ 21,8 mil de indenização

Publicado em 10/05/2018
A 2ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) condenou a Fiat Chrysler Automóveis Brasil, a Comercial Distribuidora de Automóveis (CDA) e a Iguauto Veículos e Pecas ao pagamento de indenização de R$ 21.800,00 pela venda de carro com defeito para consumidora. A decisão, proferida nesta quarta-feira (09/05), teve a relatoria do desembargador Teodoro Silva Santos.
De acordo com o processo, a mulher comprou veículo em 17 de fevereiro de 2010 para exercer a função de táxi. Ocorre que em novembro do mesmo ano, o carro começou a apresentar defeitos no ventilador. Alguns meses depois, novo problema foi constatado na peça denominada “body computer”, que entrou em curto circuito, resultando na paralisação total do automóvel.
O automóvel foi levado para a concessionária CDA, que negou o fornecimento das peças sob alegação de que o carro não estaria na garantia. Disse ainda que a consumidora descumpriu o manual do veículo e não efetuou as revisões de 30 mil e 40 mil quilômetros, além de ter instalado peças não genuínas.
A consumidora levou, então, o automóvel à concessionária Iguauto, que também negou a garantia, e identificou defeito em outra peça, a “Central Derivac”, que juntamente com a “Body Computer”, regulam a parte elétrica. Em razão da negativa, a dona do automóvel precisou custear o conserto no valor de R$ 2.050,00. Como precisava do bem para trabalhar, passou mais de um mês sem exercer atividade laboral.
Sentindo-se prejudicada, ajuizou ação na Justiça contra a Fiat e as concessionárias CDA e Iguauto, requerendo indenização por danos morais, materiais e lucros cessantes no valor total de R$ 21.800,00. O Juízo da 23ª Vara da Comarca de Fortaleza negou o pedido por entender ter havido falha da consumidora em não efetuar todas as revisões do veículo no prazo estipulado.
Para reformar a decisão, ela interpôs apelação (nº 0550908-42.2012.8.06.0001) no TJCE. Argumentou que fez todas as revisões necessárias ao longo do ano de 2010, mas apresentou vícios ocultos com o consequente descumprimento do dever de reparação dentro do prazo contratual. Alegou que a empresa falhou na prestação de serviço e que os produtos instalados no carro por outras empresas estavam todos de acordo com o Manual do Fabricante.
Ao julgar o caso, a 2ª Câmara de Direito Privado deu provimento ao recurso para condenar as empresas a pagarem indenização, conforme solicitado. “O veículo foi adquirido na condição de novo, acabado de sair da fábrica, não sendo aceitável que não esteja em perfeitas condições de uso e funcionamento. No mais, em se tratando de responsabilidade objetiva, ante a relação de consumo estabelecida, esta independe da existência de culpa, nos termos do art. 13 do CDC. É de se observar que as diversas idas à concessionária para reparos no veículo zero quilômetro demonstra a ocorrência de transtorno, causando-lhe sérios transtornos, acarretou prejuízo ao mesmo”, explicou o desembargador.
Também destacou que “o dano e o nexo de causalidade restaram devidamente comprovados nos autos, sendo suficientes para o seu ressarcimento. Ademais, o dano moral configura-se em desrespeito e negligência que ocasionam à vítima relevante sensação de dor, humilhação, insatisfação ou gravame e, somente pode ser verificado quando presentes o ato ilícito, o dano causado, o nexo de causalidade e a culpa”.
JULGADOS
Durante a sessão, o Colegiado da 2ª Câmara de Direito Privado julgou 76 processos no prazo de 1h40, destes, 14 foram por meio físico, com quatro sustentações orais e três pedidos de preferências.
Fonte: TJCE - Tribunal de Justiça do Ceará - 09/05/2018

terça-feira, 8 de maio de 2018

Bancos baixam juros da casa própria e do crédito consignado

Bancos baixam juros da casa própria e do crédito consignado

O Dia, Economia, 08/mai

A concorrência entre os grandes bancos favorece os clientes com a queda nas taxas de juros em segmentos como financiamento imobiliário e crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS. Nas últimas semanas, por exemplo, Banco do Brasil, Bradesco e Santander anunciaram novas taxas nos empréstimos para quem quer comprar a casa própria, seguindo o mesmo movimento da Caixa Econômica Federal que já havia melhorado as suas condições.

E a partir de hoje passa a valer o novo percentual de juros do Itaú para segurados do INSS em crédito com desconto em folha. O banco anunciou que os juros foram de 2,08% ao mês, que é o teto permitido pela Previdência, para 1,99% ao mês.

"A redução da taxa para um nível inferior ao teto estabelecido pelo regulador tem como objetivo apoiar nossos clientes aposentados e pensionistas neste momento de recuperação do país após um longo período de contração da atividade", destacou Ricardo Botelho, diretor do Itaú Unibanco, em nota divulgada ontem à imprensa.

O anúncio de redução de juros no consignado veio após o Bradesco ter ultrapassado o Itaú e se tornado líder da modalidade no país. É a primeira vez que isso ocorreu desde que o maior banco privado da América Latina comprou a carteira do mineiro BMG, em 2012. O BMG, de acordo com a tabela disponível no site do INSS, trabalha com o patamar de 2,08% ao mês em empréstimos com prazo de pagamento de seis, 12, 18, 24, 30, 36, 42, 48,59 60 e 72 meses.

Mercado movimentado

O Bradesco totalizou R$ 45,3 bilhões em crédito consignado ao final de março, com crescimento de 3% em relação a dezembro, ante R$ 44,7 bilhões do Itaú, cujo incremento foi de 0,6%, na mesma base de comparação.

Atualmente, o banco que cobra a menor taxa para aposentados e pensionistas do INSS é o Banco de Brasília (BRB) com juros de 1,35% ao mês. No Banco do Brasil, os valores variam conforme o prazo de pagamento: vão de 1,56% ao mês (duas parcelas) a 1,97% ao mês (72 vezes).

Na Caixa, os juros para empréstimo consignado estão, segundo a tabela do INSS, em 2,02% ao mês (em duas vezes) a 2,08% ao mês em 72 meses. E o Santander cobra de 2,04% ao mês (três parcelas) a 2,08% ao mês no prazo máximo de seis anos para quitar o empréstimo estabelecido pela Previdência Social.

Disputa está bem acirrada

No segmento de crédito imobiliário, os bancos acirram a concorrência após a Caixa anunciara redução dos seus juros em 16 de abril. O Banco do Brasil baixou as taxas em 24 de abril de 9,24% para 8,89% ao ano no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e de 10,15% para 9,35% ao ano na carteira hipotecária.

O Santander mexeu nos juro sem 25 de abril de 9,49% para 8,99% ao ano no SFH e de 9,99% para 9,49% ao ano no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). No Bradesco, os juros foram reduzidos de 9,3% para 8,85% ao ano do SFH, e de 9,7% para 9,3% ao ano no SFI.

A Caixa diminuiu a taxa mínima de 10,25% para 9% ao ano no SFH. A modalidade financia unidades de até R$ 800 mil para todo o país e no valor de R$ 950 mil para Rio, São Paulo, Minas e Distrito Federal. Os imóveis enquadrados no SFI, com valores acima dos limites do SFH, passara manter taxa mínima de 10% ao ano. Antes era de 11,25% ao ano.